Amílcar Cabral
Rosa.Chamam-te Rosa, minha preta formosa,
E na tua negrura
Teus dentes se mostram sorrindo.
Teu corpo baloiça, caminhas dançando,
Minha preta formosa, lasciva e ridente
Vais cheia de vida, vais cheia de esperança
Em teu corpo correndo a seiva da vida
Tuas carnes gritando
E teus lábios sorrindo...
Mas temo a tua sorte na vida que vives,
Na vida que temos..
Amanhã terás filhos, minha preta formosa
E varizes nas pernas e dores no corpo;
Minha preta formosa já não serás Rosa,
Serás uma negra sem vida e sofrente,
Serás uma negra
E eu temo a sua sorte.
Minha preta formosa não temo a tua sorte,
Que a vida que vives não tarda a findar...
Minha preta formosa, amanhã terás filhos
Mas também amanhã...
... amanhã terás vida!
4 Opiniões:
Depois de uma certa ausência, regressei este mês à blogosfera e pela primeira vez visito o teu blog.
Estou agradavelmente surpreendido e passa a estar registado nos meus favoritos.
Pois cá está este teu amigo de regresso após um tempo bastante assoberbado com outros afazeres. Espero voltar ao "ritmo normal" outra vez.
Aquele abração do
Zecatelhado
Faz-me lembrar a "Lágrima de Preta" de António Gedeão...
Um beijinho
Coisa linda, linda, linda. Muito delicado e direto.
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