sexta-feira, novembro 21, 2008

Surdo, Subterrâneo Rio





Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.

Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar
--- surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?


(Eugénio de Andrade)

1 Opiniões:

Blogger mfc opinou...

De uma sensibilidade lindíssima.

domingo nov 23, 04:05:00 da tarde  

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